Desde a célere obra de Thomas Morus denominada Utopia, cuja etimologia remete a fora do lugar, até a ilha perdida do seriado pedante Lost da TV norte-americana, a humanidade almeja refugiar-se em ilhas. Os contos de piratas e as maiores aventuras dos cinemas quase sempre perpassam pelas temáticas das ilhas, e para Juscelino Kubitschek o script não fora diferente.
Em meio à primeira metade do século XX e no auge da 2º revolução industrial para os países europeus e EUA, o Brasil, não obstante ao distanciamento econômico, se equilibrava em sua velha bengala nacional-desenvolvimentista de Vargas da década de 30. Evidentemente tal modelo já havia se esgotado.
JK, como político acima da mediocridade e à frente do seu tempo, à custa do endividamento, do aumento da dívida externa e da dependência dos capitais estrangeiros, mostrou ao povo brasileiro que também éramos capazes de construir uma bela ilha, em cujos sonhos de desenvolvimento e integração regional se materializariam em concretos armados, tijolos e cimentos erguidos no planalto central. E diferente dos americanos, não precisaríamos comprar à preço de banana das mãos dos índios como os holandeses na ilha de Manhattan.
Claro, toda boa aventura é repleta de símbolos, heróis, perigos e outros elementos cinematográficos, e no caso de Brasília a aventura sobrou a ponto de transbordar.
Primeiro, foi preciso construir o argumento ideológico que trajava o pano de fundo para construir tal proeza. Era preciso trabalhar no campo das ideias para arrebanhar seguidores. E aos poucos as ideias foram planejadas e disseminadas. Dentre elas, a ideia de que o Brasil precisava integrar as várias regiões do seu vasto território continental, integrando em todos os aspectos, desde o político até o econômico. O centro-oeste, região escolhida, estava dentre as mais anecúmenas do país.
Segundo, era preciso desvincular o centro da política nacional do ranço imperial que rondava a o antigo Estado da Guanabara no Rio de Janeiro com suas belas praias, antigos barões e nobres da velha coroa portuguesa. A nova capital deveria inspirar não somente modernidade arquitetônica Nieymaiana, mas também, modernidade político-filosófica, Brasília, portanto, seria o símbolo do novo momento político, e seria de quebra, a primeira capital de Estado projetada.
Terceiro, era necessário vencer as intempéries típicas do aspecto geográfico do lugar. O planalto central, cuja vegetação nativa é o cerrado, quente, seco e com baixo índice pluviométrico. Foi preciso incluir no projeto urbanístico da cidade a construção de uma grande represa, para então dar sentido à nova ilha construída. Em volta do grande lago Paranoá, então, estendida sobre a sequidão do centro-oeste de umidade relativa do ar precária, Brasília é construída por aventureiros nordestinos afoitos por uma vida melhor e funcionários públicos deslocados do sudeste.
Os órgãos dos três poderes que fundamentam a República são transferidos para longe do centro de pressão e maior densidade demográfica do país, justificando novamente a metáfora da ilha. Soltos no meio da savana brasileira, as figuras de tomadas de decisão e dos rumos do país estariam mais à vontade para, na tranquilidade do isolamento, forjarem as regras para todo povo brasileiro.
Sem prever as consequências, JK e todos os seus parceiros fizeram de Brasília a ilha brasileira mais próspera para se viver e trabalhar. Obviamente, o tom é sarcástico. Hoje em dia, com uma população próximo a 2 milhões de habitantes Brasília possui um renda per capita em torno de 40 mil dólares, bem acima da média nacional, e com renda semelhante a países como Luxemburgo. O que antes era para dirimir as desigualdades macrorregionais, a ilhota brasiliense criou outra desigualdade econômico-social para com as demais regiões brasileiras. Não à toa Brasília tornou-se uma ilha de prazeres, de pontes milionárias, políticos corruptos, demagogos e rebeldes sem causa.
Metaforizando Brasília como uma ilha, o compositor Lenine já cantava "como é que faz pra lavar a roupa, vai na fonte, vai na fonte, como é que faz pra raiar o dia, no horizonte, no horizonte, esse lugar é uma maravilha como é que faz pra sair da ilha, pela ponte". Esse trecho é uma crítica sutil ao lifestyle brasiliense. A ponte é uma referência tanto material à monstruosa construção da ponte de 154 milhões de reais, quanto que uma referencia poética à ilha central do poder brasileiro.
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
A minha versão do exílio
A minha terra já não tem palmeiras, pois a intensa verticalização e inchaço horizontal das cidades não mais as comportam. Os únicos pássaros que cantam por essas bandas são àqueles brinquedos dos vendedores ambulantes pelas 25 de Março; antigamente um pequeno remanescente de pardais ainda pairava pelas copas das minguadas árvores do canteiro central, hoje em dia nem isso mais.
O colapso ambiental em que adentramos o século XXI é apenas sinal claro das conseqüências vindouras. As gerações atuais já não sabem o que é um ar com alto teor de oxigênio sem antes de inalar algumas toneladas de partículas de carbono produzidas pelos maquinários.
Os processos climáticos em geral demonstram tantas irregularidades que as previsões do tempo dos jornais de televisão são quase um espaço de profecia climática; chega a soar engraçado e irônico, no entanto, é trágico.
Lembro-me com certa intranqüilidade de uma crônica de Adauto Novaes quando este fala sobre um dia quente na cidade do Rio de janeiro, onde a temperatura sobe à escala dos 60 graus Celsius – quase impensável – ao meio-dia, e pessoas loucas correndo à procura de sombras, piscinas, praias e lojas para comprar ventiladores e ar-condicionado. Não quero viver para ver tal cena.
Mas é bem provável que, pelos estudos mais pessimistas, algum dia a vida na terra chegará a ser insuportável.
Certamente, minha terra já não tem tantos manjares, oásis, pássaros livres, e outras delícias naturais, pois o exílio do mundo artificial criado pelo homem não mais permite essa divagação, a não ser por meio da tão utópica licença poética.
O colapso ambiental em que adentramos o século XXI é apenas sinal claro das conseqüências vindouras. As gerações atuais já não sabem o que é um ar com alto teor de oxigênio sem antes de inalar algumas toneladas de partículas de carbono produzidas pelos maquinários.
Os processos climáticos em geral demonstram tantas irregularidades que as previsões do tempo dos jornais de televisão são quase um espaço de profecia climática; chega a soar engraçado e irônico, no entanto, é trágico.
Lembro-me com certa intranqüilidade de uma crônica de Adauto Novaes quando este fala sobre um dia quente na cidade do Rio de janeiro, onde a temperatura sobe à escala dos 60 graus Celsius – quase impensável – ao meio-dia, e pessoas loucas correndo à procura de sombras, piscinas, praias e lojas para comprar ventiladores e ar-condicionado. Não quero viver para ver tal cena.
Mas é bem provável que, pelos estudos mais pessimistas, algum dia a vida na terra chegará a ser insuportável.
Certamente, minha terra já não tem tantos manjares, oásis, pássaros livres, e outras delícias naturais, pois o exílio do mundo artificial criado pelo homem não mais permite essa divagação, a não ser por meio da tão utópica licença poética.
Os jovens e os falsos ensinos
Texto base: 1 Timóteo 1: 1 ao 7
O mundo ocidental há pelo menos 10 anos – desde o atentado de 11 de Setembro do ano de 2001, não sabe o que é o ataque e o terror da guerra, de bombas, aviões, desespero e mortes em massa. Atualmente, a guerra mais perigosa que vivenciamos é travada no campo das ideias. Essa guerra é silenciosa, sem alardes, sorrateira e, semelhantes às guerras convencionais que conhecemos através dos livros e das mídias, a guerra travada no campo das ideias causam tragédias tão destrutivas quanto às mortes físicas. A guerra das ideias é na verdade um confronto de ideias opostas que cada ser humano trava dentro de si.
A maioria dos jovens desconhece ou subestimam o poder que as ideias exercem sobre o ser humano. Foi pela ideia de superioridade da raça ariana que Hitler através do exército nazista comandou o maior genocídio da história – matando segundo estimativas mais de seis milhões de Judeus na segunda guerra mundial.
Foi pela ideia de que o todo o homem é livre para ler a Bíblia que Martinho Lutero, o líder da Reforma Protestante realizou a tradução do texto sagrado, texto este até então restrito à linguagem latina dos padres da igreja. Foi pela ideia de que a terra era redonda que o cientista Copérnico foi perseguido pela igreja Católica por não aceitar uma ideia contrária a que ela defendia. Foi pela ideia de que brancos e negros eram sujeitos iguais que Nelson Mandela foi preso e torturado na África do Sul, mas comandou a queda do regime do Apartheid.
As ideias sem dúvida exercem um poder tal sobre a mente humana que não se pode mensurar, a história e a experiência estão fartos de exemplos de homens e mulheres que deram suas vidas por ideias. A importância das ideias está no fato de que elas são quem corroboram, e dão valor às ações.
O texto base dessa reflexão trata-se de uma recomendação e alerta do apóstolo Paulo em relação ao jovem pastor Timóteo. Paulo como profundo conhecedor das filosofias e das ideias predominantes de sua época (porque fora ensinado aos pés do mestre Gamaliel) Paulo sabia do poder maligno que detinha as ideias opostas à fé cristã. Assim como ocorre nos tempos de hoje, naqueles, as ideias e as filosofias vãs eram todas àquelas que de algum modo negavam a vida, o sacrifício, a ressurreição, a Ascenção, e a divindade de Cristo.
Como hoje, em muitos círculos acadêmicos a ciência só tem validade quando afasta o elemento divino de suas discussões. A ciência para a grande esmagadora maioria dos pensadores só tem sentido quando se nega a Deus e sua criação. O ateísmo é a pauta do dia dos corredores e bancos das universidades, e muitos jovens cristãos se enveredam por esse falso ensinamento. Torna-se status ser um intelectual ateu, crendo somente na razão humana. Infelizmente muitos jovens cristãos radicais até ignoram o conhecimento e a busca pelo saber, e desprezam o ensino de filosofia ou outras disciplinas por causa desse fato lamentável.
É verdade que Paulo nos ensina a ter cuidado com as fábulas, filosofias vãs e discussões que não levam a lugar algum. Mas ao contrário do que muitos erroneamente deduzem desse texto, Paulo não nos recomenda a desprezar a razão, pelo contrário, o apóstolo nos adverte a sermos criteriosos com aquilo que vimos e ouvimos, e para tal, devemos pedir ao Senhor misericórdia e Graça pelo Espírito Santo para a iluminação da nossa mente. Em outra passagem das Escrituras Sagrada Paulo admoesta a “provar todas as coisas e reter o que é bom”.
O mandamento do antigo testamento já dizia: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Não devemos nos esquecer de que após a queda do homem no jardim do Édem todas as faculdades homem foram contaminadas pelo pecado original, todavia, a Bíblia não impede o cristão de usar suas faculdades emocionais e racionais; pelo contrário, devemos é na verdade deixa-los à disposição de Cristo. Porque graças a Deus que através de Cristo Jesus e pelo Espírito Santo somos auxiliados a buscar a “mente de Cristo”.
O mundo ocidental há pelo menos 10 anos – desde o atentado de 11 de Setembro do ano de 2001, não sabe o que é o ataque e o terror da guerra, de bombas, aviões, desespero e mortes em massa. Atualmente, a guerra mais perigosa que vivenciamos é travada no campo das ideias. Essa guerra é silenciosa, sem alardes, sorrateira e, semelhantes às guerras convencionais que conhecemos através dos livros e das mídias, a guerra travada no campo das ideias causam tragédias tão destrutivas quanto às mortes físicas. A guerra das ideias é na verdade um confronto de ideias opostas que cada ser humano trava dentro de si.
A maioria dos jovens desconhece ou subestimam o poder que as ideias exercem sobre o ser humano. Foi pela ideia de superioridade da raça ariana que Hitler através do exército nazista comandou o maior genocídio da história – matando segundo estimativas mais de seis milhões de Judeus na segunda guerra mundial.
Foi pela ideia de que o todo o homem é livre para ler a Bíblia que Martinho Lutero, o líder da Reforma Protestante realizou a tradução do texto sagrado, texto este até então restrito à linguagem latina dos padres da igreja. Foi pela ideia de que a terra era redonda que o cientista Copérnico foi perseguido pela igreja Católica por não aceitar uma ideia contrária a que ela defendia. Foi pela ideia de que brancos e negros eram sujeitos iguais que Nelson Mandela foi preso e torturado na África do Sul, mas comandou a queda do regime do Apartheid.
As ideias sem dúvida exercem um poder tal sobre a mente humana que não se pode mensurar, a história e a experiência estão fartos de exemplos de homens e mulheres que deram suas vidas por ideias. A importância das ideias está no fato de que elas são quem corroboram, e dão valor às ações.
O texto base dessa reflexão trata-se de uma recomendação e alerta do apóstolo Paulo em relação ao jovem pastor Timóteo. Paulo como profundo conhecedor das filosofias e das ideias predominantes de sua época (porque fora ensinado aos pés do mestre Gamaliel) Paulo sabia do poder maligno que detinha as ideias opostas à fé cristã. Assim como ocorre nos tempos de hoje, naqueles, as ideias e as filosofias vãs eram todas àquelas que de algum modo negavam a vida, o sacrifício, a ressurreição, a Ascenção, e a divindade de Cristo.
Como hoje, em muitos círculos acadêmicos a ciência só tem validade quando afasta o elemento divino de suas discussões. A ciência para a grande esmagadora maioria dos pensadores só tem sentido quando se nega a Deus e sua criação. O ateísmo é a pauta do dia dos corredores e bancos das universidades, e muitos jovens cristãos se enveredam por esse falso ensinamento. Torna-se status ser um intelectual ateu, crendo somente na razão humana. Infelizmente muitos jovens cristãos radicais até ignoram o conhecimento e a busca pelo saber, e desprezam o ensino de filosofia ou outras disciplinas por causa desse fato lamentável.
É verdade que Paulo nos ensina a ter cuidado com as fábulas, filosofias vãs e discussões que não levam a lugar algum. Mas ao contrário do que muitos erroneamente deduzem desse texto, Paulo não nos recomenda a desprezar a razão, pelo contrário, o apóstolo nos adverte a sermos criteriosos com aquilo que vimos e ouvimos, e para tal, devemos pedir ao Senhor misericórdia e Graça pelo Espírito Santo para a iluminação da nossa mente. Em outra passagem das Escrituras Sagrada Paulo admoesta a “provar todas as coisas e reter o que é bom”.
O mandamento do antigo testamento já dizia: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Não devemos nos esquecer de que após a queda do homem no jardim do Édem todas as faculdades homem foram contaminadas pelo pecado original, todavia, a Bíblia não impede o cristão de usar suas faculdades emocionais e racionais; pelo contrário, devemos é na verdade deixa-los à disposição de Cristo. Porque graças a Deus que através de Cristo Jesus e pelo Espírito Santo somos auxiliados a buscar a “mente de Cristo”.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
BBB o retorno (O big bosta brasil está de volta)
Para quem conhece a obra clássica de George Orwell intitulada "1984", em cujas linhas se desenvolve a trama de uma sociedade totalitarista, é bem provável que esteje revoltado com a brincadeira mais infeliz que um reality show já fez com o título de um grande romance. A expressão "o grande irmão", dentro da ficção política, nada mais é que para Orwell um mecanismo do forte estado totalitário de controle do pensamento, das ideias e do comportamento de seus súditos.
Na verdade, era para ser uma ficção, mas as redes de televisão atuais se encarregaram de fazer uma metáfora, uma figura de linguagem qualquer que tentasse repetir a ideia do livro do escritor inglês. E parece, ao meu ver que deu certo. Nessa brincadeira, de programas expositivos, o big brother se tornou um grande olho totalitário que se utiliza da mídia televisa para moldar o pensamento e as ideias de uma massa desavisada, ávida por corpos, brigas e liberdades sexuais ao vivo e à cores.
Longe de mim aqui em fazer uma crítica à alura de Luis Fernando Veríssimo, uma vez que o famigerado programa da rede de televisão Globo é uma tentativa desperada de arrebanhar o "ibope" do público brasileiro - e não precisamos ser críticos de carteirinha para chegar a essa conclusão. Certamente, muitos já chegaram a esse mesmo ponto que essa pobre crônica - ou seja - já não resta mais críticas ou depreciações racionais à respeito do programa intitulado "BBB11". Sem dúvida o mais infeliz de todos os programas. Não existem mais argumentos novos no mundo, pois todos já foram utilizados; e bem utilizado, diga-se de passagem, pois estou em um pais onde a liberdade de expressão e pensamento constitui uma garantia constitucional. Aliás,tenho mais liberdade ainda porque sei que a Dona Dilma prefere o barulho da impresa livre ao silêncio das ditaduras; assim foram suas palavras no solene discurso de posse no dia 01 de Janeiro de 2011.
Então digo: meu amigo e minha cara leitora, não se deixe levar pelas aparências. O BBB é um verdadeiro zoológico humano. Somos aniamis um pouco mais evoluídos que isso - certamente temos a racionalidade. Mas parece, que às vezes, gostamos de nos comportar como animais - dentro de jaulas de vidros expostas 24 horas por dia para visitantets que jogam bananas e beijos aos pobres.
Deus salve o Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Na verdade, era para ser uma ficção, mas as redes de televisão atuais se encarregaram de fazer uma metáfora, uma figura de linguagem qualquer que tentasse repetir a ideia do livro do escritor inglês. E parece, ao meu ver que deu certo. Nessa brincadeira, de programas expositivos, o big brother se tornou um grande olho totalitário que se utiliza da mídia televisa para moldar o pensamento e as ideias de uma massa desavisada, ávida por corpos, brigas e liberdades sexuais ao vivo e à cores.
Longe de mim aqui em fazer uma crítica à alura de Luis Fernando Veríssimo, uma vez que o famigerado programa da rede de televisão Globo é uma tentativa desperada de arrebanhar o "ibope" do público brasileiro - e não precisamos ser críticos de carteirinha para chegar a essa conclusão. Certamente, muitos já chegaram a esse mesmo ponto que essa pobre crônica - ou seja - já não resta mais críticas ou depreciações racionais à respeito do programa intitulado "BBB11". Sem dúvida o mais infeliz de todos os programas. Não existem mais argumentos novos no mundo, pois todos já foram utilizados; e bem utilizado, diga-se de passagem, pois estou em um pais onde a liberdade de expressão e pensamento constitui uma garantia constitucional. Aliás,tenho mais liberdade ainda porque sei que a Dona Dilma prefere o barulho da impresa livre ao silêncio das ditaduras; assim foram suas palavras no solene discurso de posse no dia 01 de Janeiro de 2011.
Então digo: meu amigo e minha cara leitora, não se deixe levar pelas aparências. O BBB é um verdadeiro zoológico humano. Somos aniamis um pouco mais evoluídos que isso - certamente temos a racionalidade. Mas parece, que às vezes, gostamos de nos comportar como animais - dentro de jaulas de vidros expostas 24 horas por dia para visitantets que jogam bananas e beijos aos pobres.
Deus salve o Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
No meio do caminho tinha uma pedra
Meio é uma expressão que possui como requisito a materialidade. Obviamente, parece não ser apenas requisito único dessa expressão já que tudo no mundo humano pressupõe a existência de matéria. O mundo humano é basicamente matéria, pois possuímos em nossa formação diversos elementos e substâncias químicas que compõe nossa matéria. Tudo o que está passível e aceitável aos nossos sentidos (sem ser empirista no sentido lockiano do termo) é matéria.
Mas não é esse o caso. Quando falamos meio, necessariamente existe a confrontação de dois dados, quais sejam: o início e o fim, logo, a idéia e o conceito de temporalidade é outro elemento constituinte da argumentação quando falamos em meio. Meio é algo próprio daquilo que pode ser dissecado em princípio – meio – e fim, nessa ordem. Na verdade divaguei por essas linhas filosóficas com o objetivo de relatar nessas crônicas um pouco do processo de preparação rumo à aprovação ao concurso público. Processo este que intrinsecamente está dentro da linha temporal necessária de todo e qualquer fato perceptível ao homem, seja pelos sentidos ou pela razão puramente. Linha temporal esta que funciona apenas como um mero aparato didático para os projetos da nossa inteligência, já que a tríade passado-presente-futuro não passa de uma ficção do espírito, ou seja, uma construção fictícia para suportar a dor da mortalidade corporal e aliviar o peso dos dias que se avançam e se perpetuam na memória humana. Sendo mais simplista, a humanidade tem necessidade por separar a vida em lapsos temporais para venha dar sentido a ela. E isso se faz de forma inconsciente. Mas tudo bem, o tempo é uma saborosa refeição filosófico-metafísica para outra ocasião.
Por ora, meu intuito na verdade ao escrever essas linhas consistia apenas em registrar, ou melhor, congelar, fotografar e recortar a realidade dura e momentânea que se passa com àquele que se prepara para um concurso público. Como se sabe, concursos públicos transformaram-se em profissões altamente rentáveis nos últimos anos, e uma porta de entrada para uma vida economicamente estável. No meu caso não é diferente. Mas o processo e o caminho até a aprovação não é simples ou poético similar à poesia de Drummond. Por que quando se opta pela escolha de passar em concurso, diversas outras escolhas são automaticamente tomadas, pois o caminho da preparação não é fácil e intuitivo, pelo contrário, é dificultoso, árduo, penoso e cheio de pedras também.
Não pense você que uma simples hora de estudo por dia, ou em uma semana, ou no mês te levará rumo à aprovação. Não seria justo. Seria sorte, talvez. Mas a experiência nos demonstra que sorte não garante a nomeação-posse-exercício de um cargo público. A sorte é acessório nesses casos, e sempre acompanha àqueles que transpiram nessa via crúcis que é a preparação para o concurso.
Confesso que, estando eu aqui, precisamente no meio do caminho, não é possível visualizar nada à frente dos meus olhos que sejam alguns centímetros. Nada se contempla, a não ser o passado de estudos já acumulados, ao olhar pelo retrovisor mental. Aliás, todos os dias quando me deparo diante dos meus arquivos de estudos, a única coisa que minha mente sabe fazer é voltar atrás. Não é fácil. Mas quem disse que seria?
É por essa e por outras razões que escrevo essa crônica, pois certamente esse caminho chegará ao fim. Tomara que nesse final eu volte a ler essas linhas, porém com todas as pedras que andei guardando durante esse longo processo.
Mas não é esse o caso. Quando falamos meio, necessariamente existe a confrontação de dois dados, quais sejam: o início e o fim, logo, a idéia e o conceito de temporalidade é outro elemento constituinte da argumentação quando falamos em meio. Meio é algo próprio daquilo que pode ser dissecado em princípio – meio – e fim, nessa ordem. Na verdade divaguei por essas linhas filosóficas com o objetivo de relatar nessas crônicas um pouco do processo de preparação rumo à aprovação ao concurso público. Processo este que intrinsecamente está dentro da linha temporal necessária de todo e qualquer fato perceptível ao homem, seja pelos sentidos ou pela razão puramente. Linha temporal esta que funciona apenas como um mero aparato didático para os projetos da nossa inteligência, já que a tríade passado-presente-futuro não passa de uma ficção do espírito, ou seja, uma construção fictícia para suportar a dor da mortalidade corporal e aliviar o peso dos dias que se avançam e se perpetuam na memória humana. Sendo mais simplista, a humanidade tem necessidade por separar a vida em lapsos temporais para venha dar sentido a ela. E isso se faz de forma inconsciente. Mas tudo bem, o tempo é uma saborosa refeição filosófico-metafísica para outra ocasião.
Por ora, meu intuito na verdade ao escrever essas linhas consistia apenas em registrar, ou melhor, congelar, fotografar e recortar a realidade dura e momentânea que se passa com àquele que se prepara para um concurso público. Como se sabe, concursos públicos transformaram-se em profissões altamente rentáveis nos últimos anos, e uma porta de entrada para uma vida economicamente estável. No meu caso não é diferente. Mas o processo e o caminho até a aprovação não é simples ou poético similar à poesia de Drummond. Por que quando se opta pela escolha de passar em concurso, diversas outras escolhas são automaticamente tomadas, pois o caminho da preparação não é fácil e intuitivo, pelo contrário, é dificultoso, árduo, penoso e cheio de pedras também.
Não pense você que uma simples hora de estudo por dia, ou em uma semana, ou no mês te levará rumo à aprovação. Não seria justo. Seria sorte, talvez. Mas a experiência nos demonstra que sorte não garante a nomeação-posse-exercício de um cargo público. A sorte é acessório nesses casos, e sempre acompanha àqueles que transpiram nessa via crúcis que é a preparação para o concurso.
Confesso que, estando eu aqui, precisamente no meio do caminho, não é possível visualizar nada à frente dos meus olhos que sejam alguns centímetros. Nada se contempla, a não ser o passado de estudos já acumulados, ao olhar pelo retrovisor mental. Aliás, todos os dias quando me deparo diante dos meus arquivos de estudos, a única coisa que minha mente sabe fazer é voltar atrás. Não é fácil. Mas quem disse que seria?
É por essa e por outras razões que escrevo essa crônica, pois certamente esse caminho chegará ao fim. Tomara que nesse final eu volte a ler essas linhas, porém com todas as pedras que andei guardando durante esse longo processo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A droga mortal chamada TELEVISÃO
Já é a seguna vez que escrevo uma crônica sobre os efeito nocivos da televisão. Mas agora, venho acompanhado de vozes bem mais creditadas, pois em meu consciente e na minha experiência tenho certo de que a televisão foi a invenção mais pródiga dentre as drogas mais pesadas como o LSD, cocaína e o álcool.
Segundo pesquisas empreendidas pelo Núcleo de estudos psicológicos da Universidade Estadual de Campinas, a televisão exerce sobre a mente da criança malefícios tais que apaga a vontade a inteligência, uma vez que diante do tubo de imagens a criança permanece intacta e inerte, recebendo passivamente todas as informações prontas. A televisão possui a capacidade, em outros termos, de transmitir informações em massa sem que o nosso modo crítico esteja em alerta. Imagine se parássemos para pensar criticamente, dissecando em argumentos lógicos-matemáticos ou filosóficos cada afirmação dada por uma programaçaõ teleivisa, seja ela de natureza qualquer?
Na verdade, a velocidade e dinamismo com que as imagens são justapostas, atropelam o rimo próprio que a mente humana possui em processar as informações. Logo, com a exposição excessiva diante das imagens televisivas, a mente se comporta em modo passivo, estimulando a fantasia e o mundo irreal, e ao mesmo tempo, desestimulando a noção crítica de mundo real/fático. A confusão entre o real e o irreal é tanta que, fica fácil de visualizarmos esses estragos quando, por exemplo, diante de um filme, nos assustamos e reagimos sensilvemente diante de algo ficcional.
Interessante e revoltante ao mesmo tempo. Para fins de efeitos psicológicos, a televisão é tão nociva e degradante ao processo cognitivo humano quanto às substâncias alucinógenas. Quer dizer que, não somente o cacique da música do Gabriel o pensador, nem o maníaco do parque podem ser presos, mas também Silvio Santos, Roberto Marinho, dentre outros também deveriam ser, já que são os sujeitos propagadores da droga da televisão.
O tubo infétido tão carinhosamente chamado por nós ocidentais TV pode ter sido o pior dos alucinógenos criados pelo homem no limiar do século XX.
Segundo pesquisas empreendidas pelo Núcleo de estudos psicológicos da Universidade Estadual de Campinas, a televisão exerce sobre a mente da criança malefícios tais que apaga a vontade a inteligência, uma vez que diante do tubo de imagens a criança permanece intacta e inerte, recebendo passivamente todas as informações prontas. A televisão possui a capacidade, em outros termos, de transmitir informações em massa sem que o nosso modo crítico esteja em alerta. Imagine se parássemos para pensar criticamente, dissecando em argumentos lógicos-matemáticos ou filosóficos cada afirmação dada por uma programaçaõ teleivisa, seja ela de natureza qualquer?
Na verdade, a velocidade e dinamismo com que as imagens são justapostas, atropelam o rimo próprio que a mente humana possui em processar as informações. Logo, com a exposição excessiva diante das imagens televisivas, a mente se comporta em modo passivo, estimulando a fantasia e o mundo irreal, e ao mesmo tempo, desestimulando a noção crítica de mundo real/fático. A confusão entre o real e o irreal é tanta que, fica fácil de visualizarmos esses estragos quando, por exemplo, diante de um filme, nos assustamos e reagimos sensilvemente diante de algo ficcional.
Interessante e revoltante ao mesmo tempo. Para fins de efeitos psicológicos, a televisão é tão nociva e degradante ao processo cognitivo humano quanto às substâncias alucinógenas. Quer dizer que, não somente o cacique da música do Gabriel o pensador, nem o maníaco do parque podem ser presos, mas também Silvio Santos, Roberto Marinho, dentre outros também deveriam ser, já que são os sujeitos propagadores da droga da televisão.
O tubo infétido tão carinhosamente chamado por nós ocidentais TV pode ter sido o pior dos alucinógenos criados pelo homem no limiar do século XX.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Teoria da imputação objetiva - Direito Penal
Conforme o princípio da culpabilidade, determinado tipo penal só poderia ser atribuído a alguém desde que haja contido em sua ação os elementos do dolo e culpa.
A teoria da imputação objetiva nasce como limitador ao alcance da teoria da equivalência dos antecedentes causais. Essa última entende que, causa é ação ou omissão sem os quais o resultado não teria se produzido, ou seja, todos os fatos anteriores ao resultado se equivalem, desde que indispensáveis para a sua ocorrência.
Conforme Greco, a preocupação da teoria da imputação objetiva está em analisar se o resultado previsto na parte objetiva do tipo penal poderá ser imputado ao agente. Destarte, a concepção dessa teoria em estudo visa superar a relação de causalidade puramente material e naturalística, desviando a análise para o resultado previsto no tipo, valorando a relação de causalidade de natureza jurídica normativa.
Em termos práticos, aos moldes da teoria da imputação objetiva só deverá ser imputada a responsabilidade quando o agente de fato e eficazmente contribuir para lesão do bem jurídico tutelado pelo tipo, e não somente qualquer conduta (ação ou omissão. A pretensão da teoria não é propriamente imputar o resultado, mas sim delimitar o alcance do tipo objetivo, funcionando mais como uma teoria da não-imputação que da imputação.
Claus Roxin, um dos idealizadores da teoria da imputação objetiva, propõe quatro elementos que impede a imputação objetiva, e são: a diminuição do risco; criação de um risco juridicamente relevante; aumento do risco permitido; esfera de proteção da norma como critério de imputação.
A teoria da imputação objetiva nasce como limitador ao alcance da teoria da equivalência dos antecedentes causais. Essa última entende que, causa é ação ou omissão sem os quais o resultado não teria se produzido, ou seja, todos os fatos anteriores ao resultado se equivalem, desde que indispensáveis para a sua ocorrência.
Conforme Greco, a preocupação da teoria da imputação objetiva está em analisar se o resultado previsto na parte objetiva do tipo penal poderá ser imputado ao agente. Destarte, a concepção dessa teoria em estudo visa superar a relação de causalidade puramente material e naturalística, desviando a análise para o resultado previsto no tipo, valorando a relação de causalidade de natureza jurídica normativa.
Em termos práticos, aos moldes da teoria da imputação objetiva só deverá ser imputada a responsabilidade quando o agente de fato e eficazmente contribuir para lesão do bem jurídico tutelado pelo tipo, e não somente qualquer conduta (ação ou omissão. A pretensão da teoria não é propriamente imputar o resultado, mas sim delimitar o alcance do tipo objetivo, funcionando mais como uma teoria da não-imputação que da imputação.
Claus Roxin, um dos idealizadores da teoria da imputação objetiva, propõe quatro elementos que impede a imputação objetiva, e são: a diminuição do risco; criação de um risco juridicamente relevante; aumento do risco permitido; esfera de proteção da norma como critério de imputação.
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