sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O mundo é uma grande conspiração

Se você pensa que todas as notícias veiculadas pelos jornais nacionais de nosso cada dia, pelos sinais de rádio e transmissão via cabos de cobre e fibra ótica são todas verdades ou representações do real, está na hora de rever ou mudar os seus conceitos. Essa última frase não mais uma mera propaganda,confesso, é apenas um recurso estilístico para chamar vossa mui preciosa atenção caro leitor.


Todos os dias somos bombardeados de informações, que voam pelos ares e se difundem pela sociedade que as absorvem como esponjas de lavar panela suja. Vivemos numa era de informação, aliás, basicamente tudo depende de transmissão e recepção de informações.O corpo humano funciona desta forma com base em estímulos que são nada mais que pacotes de informações viajando pelos centros nervosos. Todavia, assim como o corpo humano pode se confundir com algumas informações transmitidas pelo cerébro, corpo social também se confude com determinadas informações. Muitas dessas informações não passam de meios de distração da classe dominante e detentora dos meios de produção sobre os dependentes de trabalho assalariado. Todos sabemos que informação é poder, e poder é exercício da força máxima impositiva.

Essa classe dominante se utiliza de todos os meios e artifícios necessários para burlar e camuflar os reais interesses. Ou você ainda pensa que teorias de conspiraçao são construções ideológicas e estratégias de marketing dos filmes de Holywood? Os donos do mundo são na verdade os donos do dinheiro. O dinheiro é a mola mestra, melhor, a grana é a chave de fenda que roda os parafusos do sistema todo. É ela quem coloca todas molas, rodas e parafusos para funcionar dentro de um harmônico, comportado e previsível sistema. Os donos do poder jamais aparecem, sempre estão acobertados por assistentes e braços de confiança. Esses donos do poder são ao mesmo tempos acionistas marjoritários de grandes bancos, de grandes empressas multinacionais, são também donos de jornais e empresas de comunicação. Portanto, os donos do dinheiro podem e o fazem assim quando bem querem influenciar e direcionar as opiniões do senso comum. A dura e crua realidade nossa não senão esta: o dinheiro compra governos e autoridades que deveriam pautar sua ações pelos princípios consagrados pela modernidade.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O brasileiro afetuoso e a Economia

Somos mais afetivos que intelectuais. Essa máxima soa como àquelas grandes "sacadas" inspiradas após alguns momentos de êxtase espiritual da alma humana; por que em grande parte tal afirmativa encontra sentido e guarita na realidade em volta. Agora nessa crônica gostaria de tratar do afetividade do brasileiro frente aos rumos da Economia brasileira e mundial.

Nada melhor que tratar desta temática em tempos de notícias e furos midiáticos positivos acerca do desempenho econômico brasileiro nos ultimos 5 anos, especialmente dos últimos dois anos quando fomos inseridos dentro de um grupo seleto das 8 grandes economias do mundo.

Desde já, confesso que não há nada mais animador que ir ao caixa do nosso banco e conferir o saldo positivo, ou, conferir o contra-cheque e os números referentes ao nosso pagamento mensal. Nada mais confortável e aliviador, especialmente para as dores de cabeça daqueles que têm contas à pagar. Enfim, há pessoas que o humor delas é controlada pela quantidade de dinheiro disponível no limite do cheque especial; para alguns executivos o humor deles são sensíveis aos valores das suas ações no mercado financeiro.
Daí porque a economia é um assunto que brasileiro prefere dar um tratamento mais afetivo que racional. Ficamos felizes e até um pouco esperançosos quando o casal nacional anuncia que o PIB brasileiro do trimestre atual superou em bilhões o PIB referente ao mesmo período do ano passado. Não importa se isso implica em aumento da dívida externa, ou mais dinheiro nas mãos de poucas pessoas e famílias bastardas que em sua maioria moram viajando pelo mundo. Brasileiro não está preocupado com o esgotamento das reservas minerais e fósseis uma vez que a economia mundial ainda tem como ponto forte de exploração as riquezes advindas do meio natural.

O sentimentalismo brasileiro prefere crer que somos o "país do futuro" só por estarmos entre as 8 maiores economias do mundo atual enquanto há pessoas isoladas em florestas que mal sabem que são brasileiros do futuro.
Somos afetivos também por que somos o povo que mais aposta em jogos de azar e nas loterias federais. Quase todas os meses milhares de nós nos aglomeramos em frente ao Jornal local para conferir os números da mega-sena na esperança de sermos o mais novo milionário da parada.

O brasileiro afetuoso e a política

Nada melhor e interessante voltar a escrever no meu blog sobre um tema que brasileiro adora, ainda mais se for para ser discutido em mesa de bar ou nas salas de espera de algum consultório, e trata-se da Política. Mas não se trata de qualquer política, seja no sentinto etimológico da expressão na sua linguagem original em grego que significa "pólis" - ou nas teorias de cientistas políticos como Hobbes, Lock, Benthan, Fernando Henrique Cardoso e dos desdobramentos do que seja o Estado e suas implicações filosóficas. Afinal de contas, o tom da conversa nessas modestas linhas deve ser regrada ao informalismo e descontração, portanto caros amigos pedantismo acadêmicos por ora não são bem-vindos; não que as teorias da ciência política sejam inúteis, mas convenhamos, cerveja, fumaça de cigarro e torresmino "cabeludo" de tira gosto não combina com Utilitarismos, Contratualismo e outros ismos quaisquer.

Conversa de bar deve ser paltada pela inconveniência do assunto, pela irreverência,do tom de voz e até da postura; nesses ambientes a sociedade trata das suas faces mais sujas; e entre essas faces sujas os rumos da política no Estado democrático brasileiro. Sim, por que não há nada em um raio de milhões de anos-luz em volta da galáxia a qual nosso pequeno soberbo planetinha pertence que seja mais sujo e indigesto em termos de qualquer conduta moral conhecida que a "politicagem" brasileira.

Os manuais e história autorizados do Brasil nos ensinaram que nossa matriz administrativa adveio da famigerada estrutura portuguesa, marcada mais pelas conquistas e conchavos políticos entre amigos da corte e por laços de afetividade. Daí por que brasileiro costuma ser mais afetivo que intelectual; daí talvez a minha insistência em falar em âmbito de prosa de "buteco" que em mesas e cadeira de universidades. Pode ser também que essa nossa origem cultural portuguesa tenha influenciado desisivamente na forma como lidamos com a política, e por assim dizer, com a forma de tratar do Estado e governar as pessoas.

Brasileiro se identifica facilmente com os sentimentos que a figura do político pode despertar que o sentido racional da função a qual ele exerce dentro da estrutura de governo. Quer saber, essa conversa já está tomando rumos de pedantimos e abstrações, mas é impossível fazer crítica sem recorrermos aos modelos sofisticados do paradigma racional.

Por sermos mais afetivos brasileiros, em termos gerais não gostam de tratar de politica sem esperal algo em troca. Brasileiro consergue ser ao mesmo tempo afetivo e egoísta, já que o político no qual votamos deve satisfazer somente as minhas necessidades pessoais e não a finalidade do Estado.

Eu recomendo que sejamos mais intelectuais e menos afetivos para lidar com a política. Em tempos de eleições a nível estadual e federal é bom pararmos e sentarmos em uma mesa de bar qualquer para falar de coisa sério.