quinta-feira, 30 de abril de 2009

A gripe da ALMA...

Hoje,ao abrir os noticiários nos deparamos com um perigo iminente de um vírus sem antídoto - e que se trata da gripe suína. Mas como todas as outras gripes catastróficas da humanidada como a espanhola da primeira grande guerra mundial e até a peste bubônica da Idade Média, tais doenças não são em nada comparada com a maior de todas as doenças - a DA ALMA.
Desse modo, há tempos que o homem vem sofrendo de uma peste, sorrateira e invisível aos nossos elaborados antibióticos. Essa peste vem de dentro no que tange a realidade imaterial do homem, ou seja, o espírito, e que há alguns séculos vem sendo negada por ateus.Negar a existência da dimensão espiritual e de seus desdobramentos - alma, eternidade, DEUS, enfim, é o mesmo que tentar viver a vida como se tudo estivesse bem. Mas não está. Não estamos mais na beira do colapso. Estamos é no meio do olho do furacão.
Basta um surto de doença supostamente contagiosa para as pessoas do mundo inteiro se alarmarem de tal forma que nada mais funciona; tudo sai da normalidade porque há um perigo iminente no ar a ser transmitido. Já não fosse suficiente as tão irritantes notícias da economia mundial nesses últimos meses para tirar o nosso sossego!
Todos esses alardes misturada a incerteza e medos meus caros não passam de sintomas mais que visíveis dessa doença da alma do que vos escrevo.
Que as mentes brilhantes entendam e despertem para esta realidade. Estamos contaminados pelo pecado, e o remédio, o antídoto é UM apenas - CRISTO.

Por um mundo sem dinheiro

Por um mundo sem dinheiro

Gostaria de ensaiar aqui algumas linhas sobre a possibilidade dos seres humanos viverem sem fazer uso do dinheiro. E para início de conversa, precisamos entender primeiro o que é dinheiro. Dinheiro é moeda, isto é, objeto de troca, pelo qual conferimos valor monetário aos produtos feitos pelos homens e assim realizamos vendas, compras e movimentamos um complexo emaranhado de relação de troca e aquisição chamada mercado.

Sabemos desde o berço, (pelo menos nós que nascemos no meio da sociedade capitalista) que essa forma moderna de se fazer dinheiro tal como conhecemos hoje é nada mais que uma evolução das trocas de produtos excedentes. A mandioca e o feijão plantados pelo seu zé em sua pequena horta estavam tão fartos que o mesmo resolveu trocar alguns kilogramas de feijão com alguns kilogramas de milho plantados pelo seu joãozinho em seu quintal. A troca de produtos excedentes foi uma prática mercantil praticada até meados dos séculos XIV com a invenção da moeda cunhada o dinheiro tornou-se objeto imprescindível à economia.

E desta forma, claro há pelo menos meio século viu-se de forma mais prática e necessária a criação de um objeto, um símbolo, que representasse exatamente ao valor do produto em questão; e assim, criamos o dinheiro.
Prático, fácil de carregar, e até bonito e cheio de artes e desenhos. Objeto inclusive de colecionadores, o dinheiro sem dúvida possui um lugar marcante dentro da história.

Mas a minha intenção nesta crônica não é exaltar os benefícios do dinheiro, uma vez que desejo um mundo sem o tal. Mas pergunto a mim mesmo, seria possível vivermos sem o dinheiro? Obviamente não. Mas o que são os desejos do que meras imagens não reais – sem existência no presente – pintadas pela alma? Pois bem, peço licença aos meus caros leitores para pintar em um quadro a imagem de um algo irreal, em outras palavras, peço licença a vocês para sonhar um pouco acordado.

Se não tivéssemos dinheiro, então como funcionariam as aquisições dos bens necessários à sobrevivência? Voltaríamos ao modelo de troca produto por produto praticada não mais há pelo menos uns 600 anos? Enfim, se desejássemos algo bastaria apenas querer, sem custo, simplesmente de graça? Notem meus caros que até a nossa linguagem está impregnada de elementos monetários, pois desde cedo nos acomodamos a dividir as coisas em um plano do gasto e do sem gasto. Parece que todas as coisas no mundo estão passíveis de serem avaliadas, ou como dizemos na linguagem jurídica, parece que tudo está passível de avaliação pecuniária. Parece ser uma tarefa impossível sob todos os pontos de vista pensar em um mundo sem dinheiro, por isso é que sonhamos. Mas poderíamos questionar o que seria o dinheiro ser não existisse nos homens um ser insatisfeito chamado carência? Sim, por que foi pela necessidade de nos alimentarmos que resolvemos trocar os produtos entre si e desta forma criamos o sistema de troca, e consequentemente descobrimos mais tarde a praticidade de se usar pequenas moedas cunhadas e pedaços de papel.
E neste ponto nem os mais sábios podem duvidar de mim, somos todos seres de carência. Temos necessidades insaciáveis dentro da alma, e por essas necessidades é que os nossos sentidos são guiados. Então, pensar em um mundo sem dinheiro seria o mesmo que pensar o homem sem todos esses seus traços. Em outros termos, pensar em um mundo sem dinheiro é o mesmo que pensar em uma outra humanidade ou em uma outra espécie ou raça. Seria arriscado ou até meio teológico demais o que falarei, mas, o a existência do dinheiro está intrinsecamente ligada à nossa simples condição humana.
Conclusão terrível, saber que estamos fadados a viver nesta terra pelo extinto de carência e sobrevivência.


Maycon Novais
02 de fevereiro de 2009